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Alguns mitos sobre o orgasmo feminino esclarecidos pela ciência

Alguns mitos sobre o orgasmo feminino esclarecidos pela ciência
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orgasmo feminino

Quais são os principais mitos que se relacionam ao organismo feminino? Segredos e mistérios revelados neste post informativo.

A ciência ainda desconhece muitos dos comportamentos relacionados ao orgasmo feminino. Contudo, os estudos avançam aos poucos e por consequência já conseguem desmitificar alguns fatos errados antes tidos como certos.

Na prática, nos dias de hoje não existem muitos estudos relacionados ao orgasmo feminino, seja pela falta de interesse da indústria ou das universidades tidas como referência em pesquisas científicas.

Porém, nos países mais desenvolvidos começa um movimento que deseja compreender com mais exatidão o orgasmo feminino. As informações a seguir possuem relação às programações da rede Britânica BBC.

Questões Femininas Precisam Ser Levadas Mais a Sério

A grande parte dos centros de estudos se empenham para analisar fórmulas de tratar problemas masculinos como ejaculação precoce ou disfunção erétil.

Porém, quando o assunto é resolver problemas femininos parece não existir pré-disposição para análises de métodos capazes de gerar benefícios significativos.

Por exemplo, existem mulheres que sentem quase que pegar fogo ao meio das pernas durante relações sexuais, como se tivessem uma faca de churrasco cortando tudo.

Às vezes isto acontece ao usar absorventes internos, outras por causa do uso de constantes anticoncepcionais, mas no final das contas os especialistas não sabem até hoje como resolver esta condição diagnosticada com frequência.

É interessante notar que alguns médicos chegam inclusive a alegar que são apenas coisas da cabeça das próprias mulheres, inclusive indicando consultas em terapeutas porque “não existe nada errado fisicamente”.

O Caso de Smith

Alice Smith é uma das mulheres que reclama deste problema!

Após 10 anos sofrendo com a condição, algo que gerou término de relacionamento amoroso e depressão, e, depois de pesquisar por soluções em mais de 30 médicos, parece que ela finamente descobriu qual é o problema dela.

Em uma clínica de Washington DC, o médico que atende Smith após realizar diversos tipos de análises com tecnologia de ponta conseguiu descobrir que ela possui 40 vezes mais terminações nervosas na vagina.

Ou seja, por causa das condições, cada vez que o órgão sexual era tocado surgiam constantes dores intensas que geram a sensação de queimadura.

Mas, com uma simples cirurgia, Smith conseguiu finalmente ter relações sexuais sem sentir dor, agora é apenas prazer.

Uma Descoberta Importante

Este problema que Smith tinha se denomina como vestibulite vulvar, um quadro incomum que quando acontece pode não ser notado por médicos sem experiência.

Contudo, esta história também demonstra um fato científico curioso. Apenas de forma recente os cientistas entendem que o sistema nervoso pélvico de cada mulher varia consideravelmente.

Esta foi uma descoberta da ginecologista nova-iorquina Deborah Coady, que ao estudar sobre o tema percebeu que a região genital dos homens tinha um mapeamento completo, mas não existia volume suficiente de informação acadêmica referente à das mulheres.

O sistema nervoso pélvico possui 3 ramos, seja no caso masculino ou feminino. A dessemelhança entre as sexualidades é explicada conforme as formas de ramificações.

Considerando os segredos do orgasmo feminino se pode dizer que o nervo pudendo é fundamental, uma vez que liga direto ao cérebro e por consequência pode gerar mais sensações orgásticas às mulheres durante o ato sexual.

Outra descoberta importante por parte da especialista de Nova Iorque está no fato de que cada perfil feminino possui terminações nervosas dessemelhantes nas zonas erógenas.

Isto inclui:

  • Períneo;
  • Ânus;
  • Colo do útero;
  • Entrada da Vagina;
  • Clitóris.

Analisando esta descoberta fica mais explicado de forma científica o fato de algumas mulheres serem sensíveis na entrada da vagina e outras no clitóris.

Rompendo o Mito do Relaxamento

Mais uma descoberta, agora por parte da pesquisadora texana, Cindy Meston, desmistifica um dos grandes mitos apontados talvez na maioria dos manuais sobre orgasmos em mulheres.

Um fato quase tido como indispensável aos orgasmos é ficar relaxada com massagens, banhos, entre outros métodos.

Mas, Meston defende a tese contrária, isto é, quando as mulheres estão com mais êxtase e animação possuem pré-disposição ao orgasmo, de modo que o agito pode facilitar as coisas na comparação aos momentos dos relaxamentos.

Portanto, é mais válido assistir um filme de terror ou até uma comédia romântica para ficar feliz e assim otimizar as chances de sentir orgasmos.

De acordo com Meston, as contrações musculares inconscientes possuem mais respostas pela ativação simpática. Neste sentido, se este sistema for ativado com a mulher animada antes do sexo há reações mais intensas.

Por outro lado, quando se trata de homens acontece o contrário, ou seja, relaxamento pode ajudar no sentido de ter sensações orgásticas, embora por diversos anos os cientistas consideravam funcionamento igual entre os sexos.

Se Aprofundando no Mundo Misterioso

De acordo com uma especialista britânica, Andrew Goldstein, as pesquisas referentes ao comportamento do corpo das mulheres sempre foram algo um pouco que negligenciado, embora nos dias atuais já exista alguma evolução.

A ginecologista indica que das 20 mil horas de estudo em residência teve apenas uma palestra de 40 minutos referente às funções sexuais das mulheres.

Hoje em dia como especialista mais experiente, Goldstein tem a certeza de que aqueles 40 minutinhos tinham apenas conteúdos errados referentes ao assunto.

Ela concorda com a ideia de que os problemas sexuais femininos recebem menos atenção em pesquisas ao comparar às problemáticas sexuais masculinas.

Goldstein ainda indica que mesmo nos dias de hoje ainda é difícil conseguir verbas no sentido de compreender como funciona o prazer sexual, tendo em vista que erroneamente o orgasmo feminino não é encarado na forma de problema social.

Mesmo nos Estados Unidos, um dos países mais liberais e avançados de forma tecnológica, representantes conservadores não desejam destinar verbas para estudos que buscam analisar fatos sexuais.

Por este motivo é importante ter um pouco mais de criatividade na elaboração dos projetos para serem aprovados pelos governantes. Exemplo: ao invés de dizer a palavra “sexo” no título vale mais a pena apontar para fatores como “bem-estar” ou “mais união familiar”.

E como Smith se sente ao considerar este cenário com dificuldades para incentivar pesquisas após sofrer por anos durante as relações sexuais?

De acordo com Smith, se nascemos com uma vagina deveríamos saber mais sobre o órgão sexual. Deveria existir um pouco mais de preocupação quanto a isto, tendo em vista que toda a sociedade se beneficiaria, principalmente em matéria de qualidade de vida.

Renato

Paulistano, redator jornalístico e publicitário desde 2010. Atuo com conteúdos online para blogs/sites informativos, cartas de vendas e peças publicitárias.

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