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verbo dar

Dar é um bonito verbo

Dar é um bonito verbo
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Dar é um bonito verbo

Diversas vezes mesmo sem perceber ao certo a gente tem mania de usar o verbo dar, um dos mais belos da língua portuguesa.

Um dia destes eu li a coluna da Época, elaborada por Ivan Martins e adorei a história, tanto que resolvi expor um pouco das ideias deste célebre colunista.

 

Coluna: Dar é um Verbo Bonito

Dar é um bonito verbo

A coluna de Martins é mais ou menos assim: Quando ainda era garoto eu notei pela primeira vez o significado da palavra dar. Em uma briga de família a mocinha de uma casa dizia que dava e ninguém tinha nada com isso.

Com a minha ingenuidade de criança eu perguntei ao povo o que afinal a garota tinha dado. Os pais da moça enfurecidos também gritaram comigo, mandando eu sair fora da sala.

A partir daquele momento eu percebi que o verbo dar não era uma coisa muito corriqueira e tinha até mesmo um significado negativo.

Mas, é aquela coisa, né? Quando somos jovens aquilo que é proibido parece ser algo mais atraente, principalmente se está carregado de censura.

Muitas pessoas relacionam o verbo dar como algo banalizado referente ao sexo. Por outro lado, na minha opinião a palavra é maravilhosa, afinal, o que não está roubado com certeza foi dado.

Na sociedade machista como nos dias atuais é maravilhoso existir uma palavra para classificar um ato feminino, que pode ser conselho, beijo, presente, ajuda e até mesmo sexo.

O mais bonito da verbalização dar com certeza é que não existe uma troca ou venda.

A pessoa que dá tem um gesto de amor, quase como se fosse algo divino, incompreendido por parte das nossas mentes de seres-humanos limitados.

Dar na cultura brasileira se refere ao sexo, uma forma de descrever um momento de amor.

Aqui no Brasil as mulheres dão por paixão, pena, tesão ou amor, embora até entre públicos nacionais existem mentes femininas que envenenam este lindo termo.

Claro, as mulheres também dão por interesse ou qualquer outra circunstância. Contudo, quando há amor intenso parece que o fenômeno deixa de ser básico para se tornar emocional, algo que escapa das meras habilidades físicas.

A moça dá das mais diversas posições possíveis e imaginárias também para fazer outra pessoa feliz sem sentir vergonha, ressentimento ou culpa.

A História do Gringo com Mulher Brasileira

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Na coluna da época o autor também conta uma história que com certeza vai gerar um sentimento intrigante em muitas pessoas.

Conta ele que certo dia um amigo gringo casado com uma brasileira estava ao lado dela no clube.

Ela resolveu tirar a roupa e ficar apenas de biquíni para tomar sol. Todos os caras do local ficaram impressionados com as curvas da morena.

Um dos amigos americanos resolveu tomar coragem e perguntou ao gringo se as mulheres brasileiras davam bem na cama como é estereotipado na rua.

Surpreso com a pergunta direta o gringo confirmou sem cerimônias: “Amigo, depois que você fazer sexo com uma mulher brasileira vai querer jogar pedras na sua própria esposa gringa”.

De fato, esta história do gringo no clube tem um pouco de ironia, contudo até que existe uma verdade intrínseca, tendo em vista que as mulheres sabem como se entregarem de corpo e alma.

O autor da coluna ainda descreve que conversou com diversas amigas de outros países para saber como elas se referiam ao sexo.

Nenhuma disse que usava o verbo dar, como se fosse algo exclusivo da cultura brasileira, muito menos em espanhol ou português de Portugal.

E o mais incrível é que também não existe a mesma mentalidade ao verbo dar como há entre públicos brasileiros,.

Uma das amigas do colunista até se chateou com a pergunta, dizendo que o verbo dar é um pouco pejorativo e que valia mais a pena empregar a verbalização “transa”, que soa como algo igualitário, ao passo que dar passa toda a responsabilidade para a mulher no sexo.

Contudo, o autor reconhece que todas as palavras, independente do contexto como são empregadas, não surgem de forma acidental, principalmente no que tange às relações sociais entre seres-humanos.

De certa maneira as palavras expressam o que os emissores pensam ou sentem, de modo que o mesmo contexto pode exigir palavras diferentes conforme a cultura da nação.

De qualquer maneira, dar não é apenas algo sujo, como se o cara apenas comesse sem sentimento.

O ato de estar dando algo também demonstra sentimentos mais simples e generosos, um dos traços marcantes na cultura brasileira.

Também pode ser um verbo que fortalece o feminino porque dá poder às mulheres que podem derrubar até grandes impérios apenas por darem e gerarem paixões.

Renato

Paulistano, redator jornalístico e publicitário desde 2010. Atuo com conteúdos online para blogs/sites informativos, cartas de vendas e peças publicitárias.

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