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Será que reprimimos a atração sexual por nossos familiares?

Será que reprimimos a atração sexual por nossos familiares?
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Existem diversas razões que explicam porque inúmeras culturas ao redor do mundo não permitem a prática de incesto.

De acordo com cientistas especialistas, a relação entre os familiares podem ser prejudicais em termos genéticos, de modo que gera herdeiros com raras mutações.

O que Dizem os Especialistas Sobre Atração Incestuosa?

Em meados de 1891 o sociólogo Edward Westermarck disse que o organismo dos seres-humanos ativado por funções cerebrais evolui um mecanismo que reprime a prática de incesto.

Sigmund Freud, este da foto acima, talvez o mais famoso entre os psiquiatras da história, no ano de 1913, alertou ao mundo sobre a necessidade de reprimir desejos do incesto.

Ou seja, duas personalidades reconhecidas no mundo acadêmico sugerem que a humanidade se esforça para gerar repressão contra pensamentos incestuosos.

Uma Segunda Opinião Mais Moderna

Por outro lado, outras pesquisas já indicam hipóteses contrárias, isto é, dizem que as pessoas parecidas em rosto possuem predisposição de se sentirem atraídas entre si.

De fato estas pesquisas demonstram que a familiaridade com características físicas gera atração, mas não concluem que as pessoas de forma escondida possuem intenso desejo sexual pelos familiares.

Um estudo indica que quando uma pessoa se parece com os país de outra pessoa existe pré-disposição desta outra pessoa se sentir apaixonada.

Uma pesquisa realizada no ano de 2005 considerou um grupo de seres-humanos que observaram fotos de pais adotivos (homens) e conseguiram identificar as esposas dos mesmos apenas considerando a estética corporal da figura paterna.

Ou seja, estas mulheres realizaram casamentos com homens semelhantes ao lado paterno adotivo.

Teoria de Westermarck

Conforme esta teoria existem fatos da infância (crescer ao lado de alguém ou outras semelhanças familiares) que fazem a cabeça desenvolver espécie de bloqueio e por consequência uma força mais resistente contra desejos por parentes.

Por outro lado, também existem pensadores que possuem a tese contrária, ou seja, a aproximação familiar desde a infância pode gerar atração.

Não se pode ignorar que, no mesmo estudo sobre pais adotivos, os pesquisadores mostraram fotos aos participantes dizendo que era uma mistura entre as características físicas dos observadores e de outras pessoas, quando na verdade as imagens não tinham nenhuma relação.

No resultado existiu mais taxa alta contra a atração, o que por consequência reforça a tese na teoria de Westermarck de certa maneira.

O resultado se justifica ao considerar que de modo inconsciente as pessoas participantes da pesquisa analisaram imagens mentirosas com base na semelhança física com os próprios pais.

Neste sentido, parte dos cientistas entende que quando a pessoa não conhece a familiaridade pode existir mais atração por um familiar.

Por outro lado, quando a pessoa sabe que uma pessoa é da família já surge a reprovação automática contra desejos de incesto.

Um exemplo está no próprio relacionamento entre pessoas de famílias diferentes que se casam, vivem diversos anos juntas e depois perdem a paixão.

Quando estão muito habituados os casais perdem a paixão. Ao conhecer uma nova pessoa surge a atração justamente pela falta de habitualidade.

Contudo, muitos especialistas criticam esta pesquisa.

Por exemplo, na Califórnia uma psicóloga não confia nos resultados, tendo em vista que a Teoria de Westermarck possui mais relação com atração entre irmãos do que filhos e pais.

De acordo com esta psicóloga californiana, a atração não pode ser explicada apenas com resultados baseados na análise das faces dos seres-humanos.

Renato

Paulistano, redator jornalístico e publicitário desde 2010. Atuo com conteúdos online para blogs/sites informativos, cartas de vendas e peças publicitárias.

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