Top 10 fatos desanimadores sobre a felicidade

Top 10 fatos desanimadores sobre a felicidade
Todo mundo quer saber como ser feliz, certo? Boa parte da vida é gasta na busca da felicidade, mas ela nunca é duradoura ou o suficiente para satisfazer plenamente. Hoje você vai conferir alguns fatos um tanto infelizes sobre a felicidade.


10. Você pode ser geneticamente incapaz de ser feliz

Você pode ser geneticamente incapaz de ser feliz


Pesquisadores da Universidade de Minnesota (EUA) encontraram uma ligação entre felicidade e genética. Eles descobriram que os níveis de felicidade declarados por gêmeos que haviam sido separados no nascimento eram iguais, independentemente das vidas que haviam construído para si. Enquanto ambiente certamente tem um enorme impacto sobre a felicidade, é provável que a biologia desempenhe um grande papel também.

Outra pesquisa da Escola de Economia e Ciência Política de Londres (Reino Unido) isolou um gene específico que parecia estar ligado a probabilidade de uma pessoa ser feliz. Depois de pedir a mais de 2.500 norte-americanos que dissessem como se sentiam em relação a suas vidas, os pesquisadores descobriram que aqueles que tinham herdado duas versões longas do gene eram muito mais propensos a se considerarem felizes.

Dos 40% dos voluntários que disseram que estavam satisfeitos com suas vidas, mais de 35% tinham duas versões longas do gene 5-HTT. O gene, que tem sido associada a produção de serotonina no corpo, parece impactar também a capacidade de uma pessoa de se concentrar nas coisas boas da vida. Apenas cerca de 19% das pessoas com duas versões curtas do 5-HTT alegaram estar muito satisfeitas com suas vidas.

Um estudo da Universidade de Essex (Reino Unido) foi outro que sugeriu que as pessoas que herdam duas longas versões do 5-HTT são melhor equipadas para lidar com o estresse, manter uma visão positiva da vida e combater a depressão.

9. A felicidade está em declínio


A felicidade está em declínio

Estudos têm sugerido que a felicidade está cada vez mais evasiva, especialmente para os adultos. Uma pesquisa publicada na revista Social Psychological and Personality Science analisou 1,3 milhões de americanos entre 13 e 96 anos de idade. Geralmente, conforme as pessoas envelhecem, tendem a entender melhor esse mistério que é a vida e se tornar mais bem equipadas para lidar com problemas. Assim, são mais felizes.

No entanto, de 2010 para cá, a correlação entre idade e felicidade tem praticamente se invertido. Adolescentes e jovens se dizem mais felizes e, conforme se aproximam dos trinta, esse sentimento despenca.

Uma teoria sobre por que isso acontece é que os adolescentes de hoje têm expectativas pouco realistas sobre a vida. Na década de 1970, tudo que as pessoas esperavam era terminar a escola e trabalhar muito para pagar suas dívidas com a sociedade. Já em 2015, 64% dos estudantes do ensino médio disseram que achavam que seriam gerentes ou bem-sucedidos em uma carreira profissional quando chegassem aos 30. Quando a vida não faz jus às expectativas (apenas cerca de 18% das pessoas atingem esse objetivo), a felicidade cai severamente.

8. Filhos não trazem felicidade (especialmente o terceiro)


Filhos não trazem felicidade (especialmente o terceiro)

Pesquisadores do Instituto Max Planck de Pesquisa Demográfica (Alemanha) analisaram como ter filhos impactava a felicidade dos pais. Eles descobriram que, enquanto havia alguns casos em que as crianças aumentavam a felicidade dos pais, também houve momentos em que parecia tornar a vida deles infinitamente pior.

Você tem dois irmãos mais velhos? Parabéns, seu nascimento foi, provavelmente, um dos pontos mais baixos na vida de seus pais. Em um levantamento com pais britânicos, americanos e alemães, verificou-se que a felicidade que veio com o nascimento do primeiro filho normalmente atingiu um ponto alto pouco antes do nascimento e imediatamente após, até voltar para os níveis que os pais tinham antes de ter filhos. A mesma coisa aconteceu com o segundo filho, embora o aumento tenha sido menos pronunciado. Já o terceiro filho não mostrou absolutamente nenhum efeito positivo associado à sua chegada, e algumas tendências sugeriam até uma diminuição na felicidade após o nascimento.

Também foi constatado que, em termos de felicidade, há um tempo ideal para ter filhos. Pais entre as idades de 35 e 49 foram os mais felizes com a chegada de um filho, enquanto os pais mais novos tinham mais emoções ruins. Não surpreendentemente, aqueles que tiveram filhos com 18 a 22 anos foram os que relataram menos felicidade. Pais com 23 a 34 anos de modo geral mantiveram seu nível básico de felicidade, desde que não tivessem um terceiro filho.

7. Todos nós nascemos sabendo ficar felizes com a desgraça dos outros


 Todos nós nascemos sabendo ficar felizes com a desgraça dos outros

Todo mundo já sentiu aquele pico de prazer malicioso quando algo horrível acontece com alguém que odiamos. Ah, o merecido castigo! É um tipo horrível de felicidade, talvez, mas é uma que nós nascemos sabendo como experimentar.

Essa emoção é muito complicada: é uma antipatia profunda de alguém, juntamente com um reconhecimento de quão ruim a pessoa está se sentindo naquele momento. E até mesmo crianças são capazes de senti-la.

Pesquisadores da Universidade de Haifa (Israel) fizeram um teste que envolveu uma mãe, seu próprio filho e outra criança chamada de “intrusa”. Quando a mãe leu um livro em voz alta para si mesma e tratou ambas as crianças igualmente, tudo saiu muito bem, mesmo quando ela derramou água sobre o livro, o que estragou sua leitura.

Em outra parte do estudo, a mãe colocou a criança “intrusa” no colo e leu em voz alta, até “acidentalmente” derramar água sobre o livro. Quando isso aconteceu, o seu próprio filho expressou sinais de prazer. No estudo, os participantes chegaram a pular de alegria, bater palmas e rir. Crianças a partir de dois anos de idade já demonstraram ser mais do que capazes de sentir esse tipo de felicidade, o tipo que se baseia em esmagar as esperanças, sonhos e momentos de história dos outros.

6. Prazer não é a mesma coisa que felicidade


Prazer não é a mesma coisa que felicidade

Apesar de todo o tempo que passamos em busca da felicidade, é possível que estejamos perseguindo a coisa errada. O que você tem feito recentemente para ser mais feliz? Saído para comer sua refeição favorita? Comprado um novo carro? Renovado sua casa?

Se assim for, você não está no caminho certo. O que todas essas coisas vão dar-lhe é uma sensação de prazer, o que não é a mesma coisa que felicidade. O prazer é considerado uma sensação momentânea de bem-estar, que não dura por ser dependente do estado das coisas em torno de nós, o que não podemos controlar.

De acordo com alguns psicólogos, o prazer pode ser uma coisa perigosa, agindo sobre o cérebro como um vício. Diversas sobremesas são necessárias para que você sinta a mesma quantidade de prazer que antes somente uma lhe dava.

Certos profissionais acreditam que a felicidade não é sobre coisas que estão ao seu redor, mas sim sobre quem você é. É dar ao invés de receber, ser uma boa pessoa, ajudar os outros etc. Aliás, muitas pesquisas têm confirmado que a caridade gera felicidade. Ser uma boa pessoa é e como construir uma base para lidar com todos os altos e baixos, especialmente os baixos, o que, em última análise, te faz mais feliz. Segundo o psicoterapeuta Philip Chard, a verdadeira felicidade pode até mesmo existir quando não há nenhum prazer.

5. Valorizar o tempo te faz infeliz


Valorizar o tempo te faz infeliz

Tempo é dinheiro. Além disso, é infelicidade.

Nas décadas de 1930 e 1940, novos dispositivos de economia de tempo entraram no mercado. As pessoas estavam convencidas de que, no futuro, teriam mais tempo livre por causa de coisas como máquinas de lavar louça e carros mais rápidos. O contrário aconteceu. O trabalho começou a ganhar um valor mais alto, e em muitas áreas industrializadas, o ritmo de vida ficou maluco. A parte do nosso dia mais importante passou a ser a que faz dinheiro, e não a que nos fez feliz.

Quanto mais somos pagos por hora, mais trabalhamos, porque achamos que é a melhor maneira de gastar o nosso tempo. Uma coisa que não podemos ganhar, no entanto, é justamente tempo.

Já em 1970, o economista sueco Staffan Linder apelidou essa geração de “tempo = dinheiro” de “classe ociosa atormentada”. Quando chega a hora de finalmente parar de trabalhar e fazer coisas que nos deixam felizes, temos pressa e não apreciamos esses momentos.

Nossa ênfase no tempo chega a níveis assustadoras. Um estudo do Google descobriu que os tempos de carregamento na internet só precisam diferir por 250 milissegundos para que uma pessoa decida ficar em uma página ao invés de sair em busca de outra.

A Universidade de Toronto (Canadá) foi outra que descobriu que somos muito impacientes para desfrutar as coisas que devem fazer-nos felizes. Pesquisadores pediram às pessoas para pensar sobre seus salários por hora, e, em seguida, fazer algo divertido como ouvir música ou navegar na internet. Isso resultou em pessoas inquietas que mal podiam esperar para passar para algo mais “produtivo”.
Mesmo fast food tem um impacto negativo sobre a nossa capacidade de relaxar e aproveitar a vida. Os pesquisadores de Toronto descobriram que a exposição ao fast food (tanto a presença dos restaurantes quanto os produtos em si) diminuiu a capacidade dos indivíduos de saborear comida, desfrutar de imagens da natureza e ouvir música, coisas que normalmente trazem uma sensação de felicidade.

4. As relações estranhas entre suicídio e felicidade


As relações estranhas entre suicídio e felicidade

A lógica dita que uma completa falta de felicidade contribui para taxas de suicídio mais altas. A realidade dita outra coisa, no entanto.

Um artigo recente do Centro de Pesquisa de Política Econômica da Europa mostra que a conexão entre felicidade e o suicídio não é clara. O estudo comparou taxas suicidas contra índices de satisfação com a vida e encontrou associações que não parecem fazer sentido.
Por um lado, a Finlândia tem desempenhos extremamente elevados na escala e parece ter muitas pessoas que estão felizes com suas vidas, mas também está no topo da lista quando se trata de suicídios na Europa Ocidental.

O mesmo é verdadeiro no chamado “cinto suicida” dos Estados Unidos. Em uma faixa do país que vai do Arizona até o Alasca, as pessoas relatam uma pontuação elevada de satisfação com a vida, mas a área ganhou esse nome por uma razão.

Os dados do estudo sugeriram que áreas com maior renda média e índices de satisfação de vida mais altos tinham algumas das maiores taxas de suicídio, tanto nos EUA quanto na Europa.
Além disso, a maioria dos homens entrevistados relataram que haviam se tornado geralmente mais felizes à medida que envelheceram, mas conforme os números de felicidade aumentaram, a taxa de suicídio seguiu. O divórcio teve uma forte correlação com um risco aumentado para o suicídio, mas não teve muito impacto sobre a satisfação com a vida.

A pesquisa concluiu que outros fatores podem ter um maior papel no suicídio do que a felicidade, como dor crônica, por exemplo.

3. Muitas pessoas têm medo da felicidade


Muitas pessoas têm medo da felicidade

De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade Victoria de Wellington, na Nova Zelândia, não é a felicidade que queremos. Bem o contrário.

Os psicólogos criaram o que chamaram de “Escala do Medo da Felicidade”, projetada para refletir a crença de uma pessoa que a felicidade traz consigo toda uma série de outras coisas, nenhuma das quais são boas.

Essa crença não é uma coisa local, já que a escala se mostrou aplicável através de pelo menos 14 culturas diferentes. O teste que os pesquisadores usaram para determinar se alguém tem ou não um medo quase clínico da felicidade foi praticamente universal.

Esse sentimento é uma coisa surpreendentemente complicada. Para algumas pessoas, a ideia de que ser feliz prenuncia algo ruim no horizonte é tão poderosa que pode se tornar uma doença mental, particularmente ansiedade. Apenas uma experiência feliz arruinada por alguma notícia devastadora pode fazer uma pessoa pensar que a felicidade é algo como uma maldição. É uma das razões pelas quais as pessoas que estão deprimidas podem ter problemas para ir a lugares e fazer coisas que poderiam ser divertidas – porque continuam a ter uma crença de que qualquer momento feliz inevitavelmente se transformará em uma grande decepção no final.

Para algumas pessoas, uma certa quantidade de estigma está ligada a felicidade. Isso porque ela pode implicar que alguém está alheio aos problemas do mundo, ou que é preguiçoso, ou ainda que está contente com o status quo.

O medo da felicidade predomina em algumas culturas, como sociedades que tendem a valorizar o bem de muitos sobre as necessidades de poucos. Índia, Japão e Hong Kong, por exemplo, possuem alto medo cultural da felicidade. A religião desempenha um papel, também, com culturas islâmicas colocando um valor mais alto na tristeza e sofrimento do que na felicidade, acreditando que isso os deixa mais próximos de Deus.

2. Os benefícios científicos de baixas expectativas


Os benefícios científicos de baixas expectativas

Quem não tem grandes expectativas, não pode ficar desapontado. Certo? Pesquisadores da University College London (Reino Unido) descobriram que isso não é apenas um ditado; é uma fórmula matemática.

A fórmula em si é incrivelmente complicada, mas essencialmente mede quanta felicidade você sente a partir de uma determinada atividade com base em suas expectativas, e leva em conta outros fatores, como potenciais recompensas e riscos.

Foi usada pela primeira vez em experimentos com 26 pessoas e depois expandiu-se para um aplicativo que permitiu a coleta de dados de cerca de 18.000 pessoas. Os 26 voluntários originais também foram monitorados por uma máquina de ressonância magnética funcional, a fim de ver o que estava acontecendo em diferentes áreas de seus cérebros conforme eram testados.

O estudo descobriu que não era o que as pessoas realmente tinham que as faziam felizes (ou infelizes). Era o que elas tinham em relação aos outros. O jogo projetado revelou uma verdade bastante universal: a felicidade aumentou mais nos participantes quando sua pontuação era melhor comparada às vitórias ou derrotas de outros, do que quando eles simplesmente tiravam uma pontuação grande.

1. Férias nem sempre aumentam sua felicidade


 Férias nem sempre aumentam sua felicidade

Viajar geralmente está no topo da lista de coisas que as pessoas acham que as farão felizes. Mas isso não é sempre verdade.

Embora alguns estudos tenham descoberto que experiências (como viagens) trazem mais felicidade do que coisas (como comprar um carro), um estudo publicado na revista Applied Research in Quality of Life que acompanhou 1.530 pessoas ao longo de 32 semanas descobriu que as férias nem sempre ajudam a melhorar o nosso humor.

Durante a pesquisa, 974 pessoas saíram de férias. Verificou-se que não só as férias não impactaram seus níveis de felicidade, como não tiveram qualquer efeito de longa duração. O maior impacto na felicidade foi visto naqueles que relataram que suas férias foram “muito relaxantes”. Ainda assim, não ficaram muito mais felizes do que estavam antes da viagem.

A maior parte da felicidade veio do tempo que antecedeu a viagem. Alimentada pela antecipação e emoção de ficar algum tempo longe de casa e do trabalho, muitas pessoas relataram níveis mais elevados de felicidade por cerca de dois meses antes de suas férias.

A esmagadora maioria das pessoas relatou que as coisas voltaram ao normal muito rapidamente depois que retornaram ao trabalho. Até os que mais relaxaram só relataram níveis elevados de felicidade por um máximo de cerca de duas semanas depois da viagem. Várias pessoas ainda se sentiram mais sobrecarregadas com a quantidade de trabalho que precisavam recuperar quando voltaram das férias.

Os autores do estudo acham que isso significa que a maneira como tradicionalmente gastamos o nosso tempo de férias está errada. Eles sugerem fazer várias pausas ao invés de apenas uma, a fim de tirar o máximo proveito dos dias de folga. Assim, sempre teremos algo legal para esperar por, e também não ficaremos sobrecarregados no retorno.


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Fonte: Listverse




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