Saiba por que coisas pequenas nos irritam TANTO

Se você convive com algum ser humano, seja ele quem for, sabe como essa convivência pode ser tortuosa a longo, médio ou curtíssimo prazo. Por alguma razão, as pequenas coisas, aqueles mínimos detalhes, têm uma capacidade absurda de tirar até a pessoa mais calma do sério.

Mas por que isso acontece?

Nosso cérebro (sempre ele) pode ser mais calibrado para gravar grandes choques do que os médios ou pequenos. Estes choques menores não acionam o mecanismo do cérebro para que sejam lembrados, e então eles podem ser sentidos de forma desproporcionalmente ruim.

Como é que é?

Essa anomalia é conhecida como o “paradoxo da região-beta” e foi descrita pela primeira vez há 10 anos em um artigo intitulado “The Peculiar Longevity of Things Not So Bad” (ou “A Particular Longevidade de Coisas que Não São Tão Ruins”, em tradução livre), escrito pelo psicólogo Dan Gilbert e seus colegas de pesquisa.

Quando coisas realmente ruins acontecem, elas cruzam um limite, desencadeando mecanismos que nos ajudam a gravar aquilo. Para usar um dos exemplos que Gilbert cita em seu artigo: se uma mulher descobre que seu marido está tendo um caso, ela pode recorrer a todos os seus poderes de racionalização, convencendo-se de que era algo que ele tinha que fazer, ou que é uma crise da qual eles vão sair mais fortes quando passar. Em contrapartida, se a única falha desse cara é deixar a louça suja na pia, suas defesas cognitivas não chutam o balde.

Então a raiva dela preenche tudo quanto é lacuna disponível e se aloja ali, e fica em processo de aquecimento contínuo. Aí, como é uma coisa “pequena”, o cérebro não ajuda a controlar o nervoso, nem a se recuperar daquela irritação, até que a coisa vai ficando cada vez maior, ferve e explode. Game over. Sai debaixo! Ninguém segura.

Isso explica por que ficamos tão irritados com pequenas coisas, e porque conseguimos surpreendentemente ser muito mais flexíveis quando o bicho pega de verdade. 

Fonte: lifehacker

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