20 Curiosidades científicas sobre bebês

20 Curiosidades científicas sobre bebês
Diversos estudos sobre os bebês deram origem a numerosas descobertas. Nesse post você vai conferir algumas curiosidades incríveis sobre bebês.

Você sabia que bebês na barriga também bocejam? O fenômeno foi descoberto por um estudo da universidade inglesa de Durham, para o qual 15 bebês foram filmados no útero de suas mães. De acordo com os cientistas, o bocejo na barriga só acontece nos últimos três meses de gestação e, por isso, deve estar associado ao desenvolvimento dos bebês.

Você tem bebê em casa? E cachorro? Se tiver os dois, saiba que a criança tem menos chances de ter problemas respiratórios ou de ouvido em função disso.

A descoberta é fruto de um estudo da universidade finlandesa de Kuopio. No experimento com 397 bebês, os pesquisadores constataram os efeitos benéficos dessa situação para crianças que conviviam com cachorros dentro de casa por seis horas diárias. Elas apresentaram 30% menos chances de infecções do que aquelas que não tinham contato com bichos.

Aparentemente, a convivência com cães fortalece o sistema imunológico dos bebês.

Estações
Nascer no inverno ou no verão pode fazer com que um bebê se desenvolva capacidades motoras mais ou menos rapidamente. A descoberta é da universidade de Haifa, em Israel. Em estudo com 31 bebês nascidos no inverno e 16 nascidos no verão, eles verificaram que aqueles que nasceram no frio começaram a engatinhar com mais de um mês de idade a menos do que aqueles que vieram ao mundo na estação mais quente do ano.

Leitura
Ouvir alguém lendo faz bem para bebês. A Academia Americana de Pediatria recomenda que os pais leiam para seus filhos até os três anos de idade, pelo menos. Segundo a entidade, ouvir histórias estimula a aquisição de linguagem e outras capacidades comunicativas dos bebês.

Bate-papo
Anne Fernald é psicóloga da universidade americana de Stanford. Em seus estudos, ela constatou que bebês com os quais os pais conversam mais têm o cérebro mais desenvolvido do que aqueles com os quais os pais não conversam.

De acordo com Anne, esse fenômeno pode gerar uma diferença equivalente a dois anos de desenvolvimento do cérebro entre duas crianças da mesma idade.

Aleitamento
Até os seis meses de idade, todo bebê só deve se alimentar de leite materno. A recomendação é da Organização Mundial da Saúde. De acordo com o órgão, esse procedimento protege o bebê de infecções e reduz o risco de mortalidade.

Prematuros
Todos os anos, cerca de 15 milhões de bebês nascem antes de 37 semanas de gestação - ou seja, prematuros. O número é da Organização Mundial da Saúde.

No ranking dos países com maior número de bebês prematuros, o Brasil é o décimo colocado. O país registra 279 mil partos desse tipo a cada ano.

Fenômenos como gravidez na adolescência e outras situações justificam o grande número de prematuros no Brasil.

Coqueluche
O Instituto Butantã desenvolveu uma vacina para coqueluche voltada para bebês com menos de seis meses de idade. Essa faixa etária concentra 80% dos casos e todas as mortes causadas pela doença, que afeta o sistema respiratório.

Hoje, os bebês recebem a primeira dose da vacina contra coqueluche aos dois meses de idade. Mas, em função da imaturidade do sistema imunológico, ela só começa a fazer efeito quatro meses depois.

Antibióticos
Tomar antibióticos nos primeiros seis meses de vida pode fazer com que o bebê se torne uma criança obesa no futuro. A descoberta é fruto de um estudo da universidade de Nova York, do qual participaram mais de 11.500 crianças. De acordo com os cientistas, os antibióticos matam micróbios que vivem em nossos intestinos e que estão ligados à forma como absorvemos calorias - o que explicaria o fenômeno.

Leporino
Um em cada 650 bebês que nascem no Brasil tem a má formação congênita conhecida como lábio leporino. Os dados são da ong Operação Sorriso. O problema congênito é caracterizado por uma ou duas fissuras no lábio superior e, em alguns casos, pelo céu da boca (palato) aberto. Para corrigir o lábio leporino, uma cirurgia deve ser realizada.

Alergias
A exposição de recém-nascidos à poluição aumenta as chances de alergia na vida adulta. A descoberta é de cientistas da Universidade de São Paulo. A relação foi constatada a partir de um estudo com camundongos.

De acordo com os pesquisadores, o contato exagerado de indivíduos recém-nascidos com a poluição faz com que seus organismos deem uma resposta mais forte a estímulos alérgicos na fase adulta.

Autismo
Bebês de baixo peso têm cinco vezes mais chances de se tornarem autistas do que crianças nascidas com peso normal. A relação consta em estudo divulgado pela revista Pediatrics.

A pesquisa acompanhou o desenvolvimento de 862 bebês nascidos entre 1984 e 1987 com pesos entre 500 gramas e dois quilos. De acordo com os cientistas, 5% das crianças nascidas com baixo peso foram diagnosticados com autismo quando mais velhas - contra 1% de ocorrências da doença na população geral.

AIDS
Em 2013, cerca de 240 mil bebês nasceram com o vírus HIV. Isso equivale a uma nova criança com o vírus da AIDS a cada dois minutos. Os números são do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids.

Porém, esse indicador vem caindo. Há 13 anos, 500 mil bebês nasciam com a doença todo ano. A mudança nos números está relacionada ao investimento internacional para que mais pessoas tenham acesso ao tratamento para evitar a transmissão da doença de mães para filhos.

Alzheimer
O cérebro de bebês que têm o gene APOE-e4 cresce de maneira diferente. A descoberta é fruto da análise dos cérebros de 162 bebês com até 2 anos realizada nos Estados Unidos. O trabalho deu origem a um artigo divulgado na revista JAMA Neurology. Presente em 60% das pessoas que desenvolvem a doença de Alzheimer, o gene APOE-e4 é apontado por cientistas como um dos um dos fatores que aumenta o risco de alguém desenvolver a doença.

Memória
Dar anestesia em bebês com menos de 1 ano de idade pode causar danos à memória deles no futuro. Quem afirma são os cientistas da universidade da Califórnia. A descoberta é fruto de um estudo realizado com crianças entre 6 e 11 anos. Ao que tudo indica, a anestesia destrói certas células nervosas e afeta o funcionamento das sinapses.

Tintura
Pintar o cabelo nos três primeiros meses de gravidez aumenta as chances do bebê ter leucemia. A descoberta é de cientistas da Escola Nacional de Saúde Pública e do Instituto Nacional do Câncer.

Em estudo realizado em 15 centros de saúde brasileiros, eles entrevistaram 650 mães. Cerca de 400 delas tinham filhos saudáveis e outras 231 tinham filhos que foram diagnosticados com leucemia antes dos 2 anos.

Das 400 mulheres com filhos saudáveis, 41 (ou 9,8%) usaram tinturas durante os três primeiros meses de gravidez. Já entre as 231 com filhos doentes, 35 (ou 15,2%) afirmaram ter pintado o cabelo no mesmo período.

Crack
Quando uma mulher grávida fuma crack, 3% a 5% da droga consumida chegam ao bebê por meio da placenta. O dado foi citado num levantamento sobre dependentes feito pela Universidade Federal de São Paulo. Segundo os cientistas, as consequências do contato do bebê com a droga ainda são desconhecidas.

Pequeninos
Quanto mais poluído o ar, mais alta a taxa de bebês que nascem com peso insuficiente. A relação foi tema de um estudo da universidade da Califórnia, que analisou 14 cidades nos 5 continentes. O trabalho foi publicado na revista médica Environmental Health Perspectives e, por ser quantitativo, não apresenta as possíveis razões do fenômeno.

Facebook
Quase 60% dos participantes de uma pesquisa realizada pelo site MyMemory.com afirmaram que se irritam quando veem fotos de bebês no Facebook. Imagens com filtro (comuns no Instagram) e "obviamente posadas" também foram apontadas como motivos de irritação por parte dos usuários da rede social.

Cama
Dormir na mesma cama que um adulto pode ser muito perigoso para um bebê. O motivo é o fato de, até os oito meses, os bebês não terem capacidade de se desvencilhar de cobertores, travesseiros ou outros objetos que caiam sobre eles.Um estudo divulgado na revista Pediatrics com base em mais de 8.200 registros de morte de bebês mostrou que 69% dos casos aconteceram nessas circunstâncias. Os casos contabilizados foram registrados nos Estados Unidos entre 2004 e 2012.

Fonte: Exame
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