A Verdade Por Trás do Aborto de Crianças Anencéfalas

Um assunto que tomou conta do país (ou pelo menos da parte que não estava preocupada com coisas que não lhe afetam diretamente) foi a decisão do STF de legalizar o aborto de crianças anencéfalas. O caso já foi decidido, mas por que é tão importante eu me preocupar com isso?!

Para começar vamos ao conceito: “Não é uma definição inteiramente acurada, pois o que falta é o cérebro com seus hemisférios e o cerebelo: Uma criança com anencefalia nasce sem o couro cabeludo, calota craniana, meninges, mas, contudo o tronco cerebral é geralmente preservado (Müller 1991).”

Agora vamos retirar alguns mitos que a mídia, políticos ou simplesmente pessoas desinformadas utilizam para serem a favor:

1º “Todas as crianças ou morrem durante a gestação ou morrem após algumas horas.” Na verdade, há casos de crianças que vivem bem mais que isso. Aqui mesmo no Brasil, o famoso caso do bebê Vitória de Cristo é a maior prova de que crianças podem sobreviver até mesmo por anos. Para mais informações entre no site: http://amadavitoriadecristo.blogspot.com.br/


2º “Os médicos disseram que ele não deve durar muito tempo.” A ciência não tem como prever o tempo que uma criança nesse estado pode sobreviver, e o que é pior, há casos (com pequena porcentagem, mas nada que não possa ser lembrado) de crianças que por simples “erro médico” foram diagnosticadas sem realmente ser anencéfalas e os pais acabaram abortando. Foi o que aconteceu com Brandon Kramer que foi enquanto estava no útero, os médicos verificaram problemas no cérebro e afirmaram que ele morreria pouco depois de nascer. Seus pais optaram por tê-lo mesmo assim e a criança nasceu saudável sem nenhuma má formação.


3º “As mulheres que geram os filhos anencéfalos sofrerão muito ao vê-lo morrer depois.” Nem vou usar o argumento que essas pessoas não têm noção que sofrer ao ver a criança morrer é diferente de não ver, sendo que as que fazem não tem ideia de como é tê-lo depois que nascem e poderiam se arrepender. Meu argumento se baseia nos problemas psicológicos que são causados por pessoas que abortam. Estudos comprovam que mulheres que abortam tem mais chances de ter problemas psicológicos e que elas tem cinco vezes mais probabilidades de consumir drogas e álcool do que uma mulher que não abortou. Para mais informações olhem neste site que lá tem a referência da pesquisa: http://vida-humana.org/aborto.htm


4º “Bebês anencéfalos são natimortos cerebrais.” Segundo o médico docente em genética na Universidade de São Paulo (USP) e especialista em medicina fetal, Thomaz Rafael Gollop, isso é um erro pois as crianças apresentam uma “viabilidade vital”. 
Fonte: http://noticias.terra.com.br/educacao/vocesabia/noticias/0,,OI5711780-EI8399,00-Anencefalia+quanto+tempo+e+possivel+sobreviver+sem+cerebro.html

5º “A gravidez é perigosa para a mãe.” Autores do Anencephaly-info reconhecem que pode haver excesso de fluído amniótico e outras complicações menores, mas que nos outros aspectos a gravidez é "normal" e não é perigosa para a mãe.

6º “Não precisamos deixar essas crianças viverem, pois elas morreram logo, é apenas sofrimento.” Temos uma grande ilusão de que viveremos até aos 70 anos ou mais, como se todas as crianças “normais” vivessem muito. O tempo é algo muito variável, mas acredito com convicção de que se a pessoa tivesse consciência de que iria morrer iria preferir esticar sua vida por simples horas, dias, meses e até anos. Não é só por essas crianças não poderem se comunicar que temos o direito de escolher quanto tempo ela deve viver. Provavelmente muitas escolheriam morrer quando não tivesse mais jeito.

Vou terminar por aqui, pois o texto está meio longo, mas quero deixar um alerta de que o governo brasileiro e a imprensa em geral não apoiaram esse movimento de abortar à toa. Precisamos nos ater em seus reais motivos, e precisamos ficar espertos, pois o mundo não é tão cor-de-rosa assim!


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