Lá vem o Chaves...

Chaves, ou como ficou conhecido no México: “El Chavo”, é uma série que marcou muitas gerações. Desde a sua criação, no ano de 1971 até os dias atuais.
Dificilmente alguém nunca usou um bordão como: “foi sem querer querendo” ou “isso, isso, isso”. Até porque, mesmo aqueles que afirmam não gostar da série a conhecem, por se tratar de um dos maiores sucessos exibidos pela TV brasileira até hoje. Porém, nem tudo começou como conhecemos. Muitas mudanças já aconteceram com esta atração que coleciona milhares de fãs no Brasil e em outros países.
No início, “El Chavo Del Ocho” era apenas um quadro do programa de Roberto Bolaños (Chaves) em uma pequena emissora mexicana chamada TV TIM. O programa apresentado por Bolaños era humorístico e exibia personagens e estórias criadas pelo próprio Roberto. Com o passar do tempo, a emissora percebeu que a simpática vila era um dos quadros de maior audiência e decidiu entregar uma vez por semana, seu horário nobre para exibir as estórias do cortiço mais engraçado da TV. Os personagens desta época apresentam algumas diferenças com relação aos que conhecemos atualmente, como por exemplo, o Sr. Barriga, que não era dono da vila, apenas era um zelador da mesma, Dona Florinda não usava seus famosos bóbis e morava com Sr. Madruga, que por sua vez não era pai de Chiquinha.
A série, que antes era apenas um quadro do programa “Chespirito” (Pequeno Shakespeare- Apelido de Bolaños) passou a chamar a atenção de outras emissoras, tanto que em 1973 a turma migrou para um canal maior, a Televisa. Neste mesmo ano, a série que já estava bem conhecida em terras mexicanas passa a ser transmitida em vários países da América do Sul.  
Saídas e entradas de personagens marcaram Chaves. Em 1974, Maria Antonieta de La Nieves (Chaves) engravidou e teve que se afastar, no ano seguinte volta ao programa. Em 1978, Carlos Villagrán (Kiko) recebe a proposta para trabalhar em uma TV da Venezuela, suas últimas participações foram gravadas nos episódios “férias em Acapulco”, em que Bolaños faz uma homenagem ao ator, cantando no fim do capítulo a música que ficou conhecida como “boa noite vizinhança”. Poucos meses depois, Ramón Valdéz (Seu Madruga) vai trabalhar na mesma emissora que Villagrán. Personagens como Dona Neves, a bisavó de Chiquinha e Jaiminho, o carteiro são criados por Chespirito para cobrir a saída de Ramón e Villagrán.
Porém, logo Ramón Valdéz retorna para a série e são gravados novos episódios com a participação de Seu Madruga. Até que em 1983, as gravações de Chaves são encerradas sem nenhum tipo de episódio especial. No fim da década de 80, Chaves retorna, porém como um quadro do programa Chespirito e fica no ar até 92. O SBT transmitiu esta parte em 2001, no programa “Clube do Chaves”.
Apesar do último episódio de Chaves chamado “A aula de geografia”, muitos fãs se questionam como seria o final da série. Em uma entrevista, Roberto Bolaños afirmou que pensou em criar um desfecho trágico para seu personagem. Chaves morreria atropelado ao tentar salvar uma criança, porém ele foi aconselhado por uma de suas filhas, psicóloga,  sobre o trauma que este fim poderia causar às crianças. Logo Bolaños desistiu da ideia e o último episódio ficou sendo o da “Aula de geografia”.
Em 2011, o SBT completou 30 anos e decidiu homenagear o humorístico. Com um elenco de estrelas da própria emissora, realizou uma versão brasileira de um episódio muito conhecido de “Chaves”. A estória das cartas trocadas foi a escolhida para o especial, a versão sofreu algumas adaptações. Muitos fãs criticaram este especial, afirmando que nenhum canal iria conseguir criar uma nova versão para a série.

É só isto por hoje, qualquer dúvida sobre a série, basta comentar que eu tentarei responder. Abraços,                     @lucas_memoria .

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