Como apanhar com classe

 O ideal é não entrar em brigas e, se brigar, obviamente é melhor bater que apanhar. Mas às vezes é impossível escapar de levar uma surra. Para se machucar o mínimo possível numa situação dessas, leia os conselhos de dois especialistas – um lutador e um médico traumatologista.



1. O QUE PROTEGER

A. O QUEIXO

A mandíbula é um osso que vai até a região dos ouvidos, onde está situado também o labirinto – órgão responsável pelo nosso equilíbrio. O choque de um golpe no queixo repercute no labirinto, causando tontura e desmaios.



B. O NARIZ

Apanhar no nariz dói tanto que deixa você fora de combate.



C. OS OLHOS

Um soco pode afundar o zigomático, um dos ossos que delimitam a órbita ocular. Isso pode causar problemas de visão (em casos extremos, até cegueira).



D. AS TÊMPORAS

Elas são os ossos mais frágeis do crânio. Casos eles quebrem, seu cérebro ficará mais sujeito a lesões.



E. AS COSTELAS

A parte lateral das costelas é bastante frágil e sujeita a fraturas mesmo com golpes relativamente fracos. Quebrar esses ossos resulta em dor violenta.



O QUE FAZER AO...

2. ...TOMAR SOCO NA CABEÇA

CERTO: Contraia os músculos da face e do pescoço. Assim, o impacto dos socos é amortecido. Sem contar que uma cara feia é sempre recomendável numa briga.

ERRADO: Tente desviar para os lados, mas não afaste a cabeça para trás. Quanto maior a distância entre ela e o punho do oponente, maior será a velocidade do soco.



3. ...SER ESMURRADO NO ABDÔMEN

CERTO: Endureça a musculatura abdominal. Isso concentra a força do golpe na parte externa da barriga, sem que os órgãos internos sejam abalados.

ERRADO: Se a barriga estiver relaxada, um soco na boca do estômago poderá deslocar o diafragma, expelindo o ar de seus pulmões e deixando você sem fôlego.



4. ...LEVAR CHUTES

CERTO: Pule como um macaco andando sobre brasas. Isso vai confundir a cabeça do oponente e ajudar você a se desviar dos chutes dele.

ERRADO: Manter a perna fixa no chão pode causar uma fratura feia. O mesmo vale para tentativas de chutar de volta o adversário.



Fontes: Ricardo Guerra, faixa preta de jiu-jítsu e professor da academia de vale-tudo Brazilian Top Team, e Fernando Baldy dos Reis, médico e professor de traumatologia da Unifesp.

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